Niemeyer Solidário – Da Obra do Berço à Justiça Global

A exposição é organizada em painéis curatoriais que conduzem o visitante por uma narrativa cronológica, humanista e política da obra de Oscar Niemeyer. Cada painel apresenta um recorte conceitual específico, revelando como a arquitetura do mestre ultrapassa a forma e se consolida como espaço de cidadania, democracia e justiça.

🔴 Painel A

Arquitetura como Ágora da Cidadania & Linha do Tempo

🔴 Painéis B, C e D

Da Obra do Berço à Justiça Global

🔴 Painel E

Vida e Obras de Oscar Niemeyer

Contextualização dos Painéis

Painel A – Arquitetura como Ágora da Cidadania & Linha do Tempo

Este painel apresenta a linha do tempo da trajetória de Oscar Niemeyer, destacando a arquitetura como espaço de encontro, diálogo e exercício da cidadania. Aqui, o visitante é convidado a compreender a obra de Niemeyer como uma ágora contemporânea — um território simbólico onde o Estado e o povo se encontram.

A curadoria evidencia como o traço curvo, marca registrada do arquiteto, vai além da estética: ele acolhe, protege e convida ao convívio. A arquitetura surge como linguagem política, democrática e profundamente humana.

Painéis B, C e D – Da Obra do Berço à Justiça Global

O núcleo central da exposição percorre a evolução conceitual e social da obra de Niemeyer, iniciando-se na Obra do Berço (1937) — seu primeiro projeto construído, de caráter filantrópico — até alcançar os grandes edifícios que simbolizam a Justiça Global.

Nestes painéis, são apresentados projetos emblemáticos que transformaram edifícios institucionais em templos laicos da justiça, como:

  • Supremo Tribunal Federal (STF)
  • Superior Tribunal de Justiça (STJ)
  • Tribunal Superior do Trabalho (TST)
  • Sede das Nações Unidas, em Nova York

Maquetes, imagens e textos curatoriais demonstram como Niemeyer projetava não para o poder, mas para as pessoas, reafirmando a arquitetura como instrumento de dignidade, equidade e democracia.

Painel E – Vida e Obras de Oscar Niemeyer

O painel final oferece um olhar mais íntimo e afetivo sobre a vida, os valores e o legado de Oscar Niemeyer. Aqui, o visitante é convidado a compreender o homem por trás do arquiteto: suas convicções políticas, seu compromisso social e sua visão de mundo.

Este painel reforça a coerência de um pensamento que atravessou décadas, no qual cada obra representa um gesto solidário e uma tomada de posição ética diante da sociedade.

Uma Exposição como Manifesto Democrático

Com curadoria de Paulo Niemeyer Makhohl, bisneto do arquiteto, a exposição propõe mais do que uma retrospectiva: trata-se de um manifesto visual e arquitetônico sobre democracia, justiça e compromisso social.

Ao percorrer os painéis, o público compreende que a arquitetura de Oscar Niemeyer permanece viva como território de voz, encontro e cidadania, reafirmando seu legado como um dos maiores humanistas da arquitetura mundial.